“MEMÓRIAS DE UMA SENZALA: O ATRAVESSAMENTO DAS DORES À RE- EXISTÊNCIA DA CULTURA AFRO BRASILEIRA”

Ma. Alinne Grazielle Neves Costa

A Lei 10.639 do ano de 2003 institui no currículo das escolas brasileiras a História da África e da Cultura afro-brasileira resultado dos esforços dos movimentos sociais para evidenciar as desigualdades históricas que marcaram as populações negra e parda no país. Dessa conquista resulta no dia 20 de novembro o “Dia da Consciência Negra”, momento ímpar para reflexão sobre a persistência discriminação racial no Brasil e também de valorização das identidades negras, de suas heranças, conquistas e contribuições para a nossa sociedade. Ademais, tal abordagem dialoga com a proposta do Portal do Bicentenário que enfatiza a importância de ouvir outras vozes e narrativas que foram marginalizadas na construção da historiografia oficial do Brasil contribuindo para uma educação decolonial.

Desta forma, é imperativo para uma escola comprometida com a ética e a estética preconizada por Paulo Freire uma educação que desperte as mentes dos(as) educandos(as) para uma relação passado e presente, assim, como uma leitura do mundo que compreenda de maneira crítica as desigualdades entre negros e brancos, mas, também, das desigualdades sociais em geral oriundas de um passado colonial que compromete a evolução democrática do país e a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e antirracista.

Assim, na tentativa de reverter esse quadro de desigualdades, preconceitos, racismo e estigmas sobre os corpos negros e buscando promover uma educação cidadã e antirracista, no qual, a identidade negra possa ser respeitada em toda à sua dignidade humana pensamos esse projeto.

Conheça a sequência didática completa aqui

Participantes da execução do Projeto Consciência Negra. Créditos: arquivo pessoal

#paratodesverem
Foto dos participantes do Projeto da Consciência Negra. Da esquerda a direita: Thaisa vestida de branco e tocou atabaque, Marcelo vestido todo de branco e com turbante, Paula vestida toda de branco, Fábio representando o escravo apenas de calça branca e uma corrente no pescoço, Alinne professora idealizadora do projeto e Gilson vestido de chapéu e capa preta para representar um feitor segura um chicote na mão.

Sobre a autora

Mestrado na área da Educação – FACED/UFU – Práticas e Saberes; Orientação: Gercina Santana Novaes – Defesa 14/03/2013 – “Educação em Direitos Humanos: Ouvindo a Comunidade Escolar e Observando as suas práticas”. Especialização na área de Educação/UFU: I Curso de Especialização em Docência na Diversidade para Educação Básica concluído em julho de 2011; Militante de uma educação em e para os Direitos Humanos.

Saiba mais

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base nacional comum curricular. Brasília, DF, 2017. Disponível em: < http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio>. Acesso em: out.2021.

______ . Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira’, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 10 jan. 2003.

CANDAU, Vera Maria. Direitos humanos, educação e interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença. Revista Brasileira de Educação, v.13, nº37jan/abr. 2008.

RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

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