Educação e Nação o Bicentenário da Independência (Aula 5)

1822/2022: 200 anos de escolarização no Brasil  

Com a proximidade do Bicentenário da Independência, para aprofundar os debates sobre os múltiplos significados desta importante efeméride, sobretudo no campo da educação, o Portal do Bicentenário promoveu o curso Educação e Nação no Bicentenário da Independência.  Nele, professores/as e pesquisadores/as de várias partes do Brasil expõem suas visões sobre grandes temas nacionais, abordando-os no transcurso dos últimos 200 anos. 

Iniciamos o curso, com a prof.ª Dr.ª Ana Cristina Lage, da UFVJM, que abordou o tema da Educação e Independência: heranças coloniais.  

Para pensar o processo da escola no Brasil, precisamos falar sobre a escolarização em todos aspectos sociais, igreja, escola, organizações sociais, obtendo uma formação mais ampla e visão mais nítida desses últimos 200 anos da escola no Brasil.

No início do Império, 1822, a educação estava no centro da construção, sendo fundamental para a formação do Império, houve um grande investimento nesse setor, para fortalecer e constituir a Nação. Naquele contexto, pensado para o cidadão, branco, homem a participar da sociedade, como liberdade de imprensa e outra via a escola, nesse último depositou uma grande esperança na formação do cidadão.

Inicia-se, em 1830, o inventário das escolas que direcionou a reorganização dos poderes do Império, que resultou numa maior autonomia das províncias sobre a escola, houve a construção dos Liceus, escolas para surdos, a expansão do pensamento, a valorizando a educação.

 O professor Luciano Mendes enfatiza a escola como constituição de rede, partindo do aspecto que no início quase não havia escolas, a construção do Estado Nacional vai se dando com essa constituição de rede, que é a expansão da escolarização nesse período de 200 anos.

Na aula a professora Ana Cristina Lage aponta algumas reflexões como a escolarização da cultura, escolarização das brincadeiras, escolarização da economia, e várias outras classificações sociais baseadas na escola, a escolarização corpórea, o controle do movimento, a segurança dentro de um espaço limitado e controlado no tempo. Nos faz pensar em que direção a escola está indo. Neste sentindo, nos mostra que é fundamental pensar a escola como uma interligação com o mundo social. É preciso reinventar a escola como modo de pensar a política. 

Assista a aula na íntegra aqui : 1822/2022: 200 anos de escolarização no Brasil.

Para saber mais Portal do Bicentenário

“Uma senhora de algumas posses em sua casa”, aquarela sobre papel, 16,2 x 23 cm, Jean-Baptiste Debret, Rio de Janeiro, 1823.

Resumo elaborado por Adriana Keiko Hayafuji, acadêmica do Curso de História/FACH/UFMS.

Pular para o conteúdo