Liberdade!

Entre 1810 e 1833, a América viveu um período revolucionário. O liberalismo estava na boca de homens e mulheres que mudaram a história de seus países e circulava de norte a sul no continente. O debate na imprensa, as conversas em praça pública, as reuniões conspiratórias, as sociedades secretas e, também, a articulação dispersa do povo miúdo significava esperança de uma nova época.

Em um amplo quadro de sujeitos que participaram das campanhas de independências, atribuindo diferentes sentidos à liberdade, constam-se os nomes de María Remedios del Valle, Pedro Camejo, Juana Azurduy de Padilla, Policarpa Salavarrieta, Vicente Guerrero, Maria Quitéria, Manuela Sáenz, Bernardo O’Higgins e Maria Felipa, e destacam-se as lideranças dos padres Miguel Hidalgo y Costilla e José María Morelos, no Vice-Reinado da Nova Espanha, de Toussaint Louverture e Jean-Jacques Dessalines na colônia francesa de São Domingos. Desde o Sul da América, as lideranças militares de José de San Martín, Simón Bolívar e Antonio José de Sucre. E nos movimentos de independência do Brasil, as lideranças de José Bonifácio de Andrada e Silva e de Cipriano José Barata de Almeida.

Ao final dos processos de confrontos militares e políticos pela independência das ex-colônias da região da América Latina e do Caribe, desenvolveram-se importantes processos de transformação política com características comuns e diferenciadoras. Do ponto de vista do comum, os novos países independentes voltaram-se para a construção de suas instituições estatais e de sua identidade nacional, contando com instâncias fundamentais como o sistema educacional. No nível da diferença, enquanto a maioria dos novos países construíam seu regime político a partir da influência do republicanismo, com nuances liberais ou conservadoras, o Brasil levaria à instalação de um regime monárquico de longa duração entre 1822 e 1889: o Império do Brasil.

Convidamos vocês a percorrer a trilha de Nuestra América!